terça-feira, setembro 19, 2006

Líder: Xanana Gusmão

Kay Rala Xanana Gusmão, presidente da República Democrática de Timor-Leste, nasceu em 20 de Junho de 1946 em Manatuto quando o país estava sob o domínio português, filho de professores do ensino primário. Estudou num colégio jesuíta nos arredores de Díli. Depois de deixar o colégio com dezesseis anos (por razões económicas), teve vários empregos não qualificados. Em 1965, com 19 anos, conheceu Emília Baptista que mais tarde se tornaria sua esposa.
Em 1966 Gusmão passou a ter um emprego na administração pública que lhe permitiu continuar a estudar. Em 1968 Gusmão foi recrutado para o exército português onde serviu por três anos, chegando ao posto de cabo. Casou-se com Emília Baptista, de quem teve um filho e uma filha, Eugénio e Zenilda respectivamente. Divorciaram-se em 1999. Emília vive actualmente na Austrália.
Em 1971 completou o serviço militar e em 1974 envolveu-se na organização nacionalista encabeçada por José Ramos-Horta.
Nesse ano, na sequência da Revolução dos Cravos em Portugal, o Governador Mário Lemos Pires anunciou a intenção de dar autodeterminação a Timor Português. Os planos contemplavam a realização de eleições gerais para um Governo de transição e um referendo em 1978.
Durante 1975 houve conflitos entre duas facções rivais em Timor Português. Gusmão envolveu-se profundamente na facção da FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente) e chegou mesmo a ser encarcerado pela facção rival, a UDT (União Democrática Timorense), em meados desse ano.
Tirando partido da desordem interna, e desejosa por absorver a Província, a Indonésia começou uma campanha de desestabilização, fazendo incursões no território a partir da parte ocidental da ilha de Timor.
Em fins de 1975, a FRETILIN ganhou o controlo de Timor Português e Gusmão foi libertado. Ocupou a posição de secretário de imprensa da FRETILIN. A 28 de Novembro de 1975, a FRETILIN declarou a independência de Timor Português como República Democrática de Timor-Leste e Gusmão foi responsável por filmar a cerimónia.
Nove dias depois a Indonésia invadiu Timor-Leste. Nesse momento, Gusmão estava a visitar uns amigos nos arredores de Díli e pôde observar a invasão das colinas. Nos dias seguintes buscou refúgio junto da família.
Depois da formação do "Governo Provisório de Timor-Leste" pela Indonésia, Gusmão envolveu-se totalmente nas actividades da resistência. Gusmão foi responsável pela organização da resistência, indo de aldeia em aldeia em busca de apoio popular e recrutas. Em meados da década de 1980 passa a ser o grande líder da resistência.
Durante o início da década de 1990, Gusmão envolveu-se na diplomacia e na utilização dos meios de comunicação, instrumento utilizado para alertar o mundo do massacre ocorrido no cemitério de Santa Cruz em 12 de Novembro de 1991. Gusmão foi entrevistado pelos media internacionais e chamou a atenção do mundo inteiro.
Com o seu alto perfil, Gusmão converte-se em objectivo principal do governo indonésio. Uma campanha para capturá-lo finalmente ocorre em Novembro de 1992. Em Maio de 1993 foi preso, julgado e condenado a prisão perpétua pelo governo indonésio. Foi-lhe negado o direito a se defender. A sua libertação, no entanto, ocorreria em fins de 1999 da prisão Cipinang em Jacarta. Durante o cativeiro foi visitado por representantes das Nações Unidas e altos dignitários como Nelson Mandela.
Em 30 de Agosto de 1999 é realizado um referendo em Timor-Leste com a esmagadora maioria da população a votar pela independência do território. Perante isso, os militares indonésios começaram uma campanha de terror que trouxe consequências terríveis. Apesar do governo indonésio negar estar por detrás desta ofensiva, foi condenado internacionalmente por não evitar a acção. Como resultado da pressão diplomática internacional, uma força de pacificação da ONU constituída maioritariamente por soldados australianos entrou em Timor-Leste e Gusmão foi libertado. Com o seu regresso a Díli começou uma campanha de reconciliação e de reconstrução.
Gusmão foi convidado para governar junto com a administração da ONU até 2002. Durante este tempo promoveu continuamente campanhas para a unidade e a paz dentro de Timor-Leste e assumiu-se como o líder de facto na nova nação. As eleições presidenciais em Abril 2002, deram-lhe a vitória de forma retumbante, convertendo-o no primeiro presidente de Timor-Leste quando o país se tornou formalmente independente em 20 de Maio de 2002.
Gusmão publicou uma autobiografia chamada Resistir é Vencer. Está casado actualmente com Kirsty Sword, uma australiana que conheceu na prisão e de quem tem três filhos: Alexandre, Kay Olok e Daniel.
Em 1999, foi outorgado com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento e em 2000 com o Prémio da Paz de Sydney pela sua "Coragem e Liderança para a Independência do povo de Timor-Leste".
Fonte: Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Questão escolha simples:
Qual foi o instrumento usado por Xanana Gusmão para chamar a atenção do mundo das genocideos que estavão ocorrendo no Timor Leste.
a) Resistência armada.
b) Meios de comunicação.
c) Entregar-se ao governo indonésio.
d) Ocupando a posição de secretário de imprensa da ( Frentilin).

Questão dissertativa:
Quais foram as conseqüências após o referendo realizado em 30 de agosto de 1999 para a independência do território?
Militares indonésios começaram a campanha que trouxe conseqüencias terriveis uma violência incrivel antes da proclamação dos resultados ,homens armados mataram nas ruas todas as pessoas suspeitas de terem votado pela independência.

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